Lagos Andinos

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Descrição

Iniciamos a Expedição Lagos Andinos 24 de Setembro de 2009

 

Olá amigos, chegamos hoje a PuertoVaras para dar inicio a expedição Lagos Andinos.

Como dissemos antes, esta viagem tem o objetivo de explorar a região dos lagos, tanto do lado chileno (onde estamos), quanto do lado argentino. Esta é um das regiões mais bonitas da América do Sul, repleta de lagos, vulcões e bosque e pretendemos percorrer uma boa distancia visitando cerca de 30 lagos e vulcões, alguns deles ativos.

Escolhemos começar pela cidade de Puerto Varas por ser a mais conhecida da região. Fundada no século XIX por imigrantes alemães, esta simpática cidade chilena conserva muito da arquitetura e costumes trazidos pelos seus colonizadores. Localizada em frente ao imenso lago Llanguihue (Lugar Escondido), tem como plano de fundo um dos vulcões mais imponentes e belos do país, o vulcão Osorno com 2.652 metros de altura.

Hoje o tempo não estava muito bom, com o céu encoberto e chuvisco. Amanhã esperamos que o tempo melhore, pois vamos começar a explorar a região. Cedo iremos visitar Frutillar, uma das cidades as margens do lago e depois vamos subir ao topo do vulcão para conhecê-lo mais de perto. Espero vocês aqui amanhã com mais novidades.

 

Peter Goldschmidt

 

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Frutillar e vulcão Osorno 25 de Setembro de 2009


Hoje visitamos dois ícones dos lagos andinos, que apesar de ser visitado por milhares de brasileiros todos os anos, são realmente lugares que merecem uma menção especial.

Pela manhã percorri andando as poucas ruas de Frutillar, um simpático povoado de origem alemã as margens do lago Llanguihue (pronuncia-se: yanquiuê). As casas da cidade são em sua maioria de madeira, cobertas com tejuelas, pequenas taboas de madeira com 20 centímetros de largura e 50 de comprimento que são sobrepostas umas as outras. É um tipo de arquitetura típica do sul do Chile.

Enquanto passeava pela cidade notei que o vulcão Osorno ao fundo começava a aparecer atrás das nuvens. Voltei então para Puerto Varas e contornei o lago até a vila de Ensenado, onde começa a estrada que sobe o vulcão. Este caminho sobe rapidamente as encostas da montanha, primeiro cercado de bosques nativos, depois com uma paisagem árida composta de pedras e lava vulcânica endurecida, restos de várias erupções.

Por todo o caminho existem mirantes que permitem observar tanto o lago abaixo quanto cume branco do vulcão. O nome original deste vulcão é Pirepillan, que em Mapuche (língua dos nativos locais) quer dizer: Demônio branco. Este nome me parece propício, pois este vulcão já produziu dezenas de erupções destruidoras na região.

Chegamos de carro até a estação de esqui onde já encontramos pouca neve. Subimos então em dois teleféricos, o que nos levou a 1.600 metros de altura, pouco abaixo do cume. Apesar das nuvens que cercaram o vulcão, pudemos observar toda a paisagem abaixo e admirar o cume bem perto de nós.

Retornamos tarde e bem cansados a Puerto Varas e por isto vou parar por aqui. Amanhã vamos explorar melhor a parte do lago Todos los Santos e Peulla e depois atravessaremos de carro a Argentina.

 

Grande abraço

 

Peter e Erick Goldschmidt

 

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Lagos, vulcões e Peulla 28 de Setembro de 2009


Este final de semana foi cheio de lindas paisagens e muito aprendizado. Fizemos a primeira parte da famosa travessia dos Andes através dos lagos, uma travessia que começa em Puerto Varas no Chile e termina em Bariloche na Argentina. Esta viagem andina normalmente atravessa em catamarãs três grandes lagos: Todos los Santos, Frias e Nahuel Huapi e pode demorar de um a dois dias. Nós viajamos apenas até Peulla, uma pequena vila no meio da cordilheira dos Andes. A viagem é feita primeiro em ônibus e depois de barco. No caminho paramos para ver os saltos de Petrohue, um dos lugares mais lindos da região. Aqui, as águas deste caudaloso rio foram represadas por uma das erupções do vulcão Osorno formando o lago Todos los Santos. Com o tempo, a água achou seu caminho por entre as rochas vulcânicas e formou canais, saltos e cachoeiras. Devido a sua origem glaciar, as águas tem uma forte cor verde-esmeralda que realça ainda mais sua beleza. O nome Petrohue quer dizer “Lugar de fumaça” talvez devido às gotas d’água em suspensão.

Há alguns quilômetros dos saltos chegamos ao lago Todos los Santos, batizado por jesuítas que o descobriram em um dia primeiro de Novembro. O lago possui 186 km quadrados e mais de 36 km de extensão. Esta dentro do parque Nacional Vicente Perez, o mais antigo dos 32 parques nacionais chilenos. O parque abriga bosques nativos, vários lagos, rios e três grandes vulcões: o Osorno, o Tronador e o Pontiagudo.

 

O lago Todos los Santos ou Esmeralda (devido a sua cor) é um caminho natural por entre os altos picos da cordilheira dos Andes. Em uma de suas extremidades está a vila de Peulla (broto de Primavera) encravada sobre um vale plano cercada pelo lago e duas grandes cadeiras de montanhas. Possui apenas 120 habitantes, quase todos eles trabalhando nos dois únicos hotéis e nos demais serviços oferecidos aos turistas.

É um lugar propício para atividades de natureza como caminhadas, canopy, caiaque e passeios em 4×4. Apesar do frio e da garoa fina, resolvemos fazer o passeio em 4×4 para conhecer melhor o vale. Durante 2 horas conhecemos uma fazenda local repleta de animais (muito simpáticos) haviam animais nativos e introduzidos pelo homem. Depois seguimos por entre os bosques até as margens do rio Peulla. Este rio nasce nos glaciares do vulcão Tronador e tem as águas cor Esmeralda com a do lago. O 4×4 então atravessou por dentro do rio e nos deixou as margens de um lago, onde fizemos um passeio de barco. Foi uma excelente maneira de conhecer este lindo vale.

No meio da tarde iniciamos nosso retorno a Puerto Varas e tivemos a benção de observar com clareza tanto o vulcão Osorno com o Pontiagudo. Ambos estavam cobertos por nuvens quando fomos a Peulla, mas agora estavam bem visíveis.

Amanhã, começaremos uma nova parte da nossa expedição, viajando por carro por entre os lagos na Argentina e Chile.

Espero vocês aqui para contar esta história

 

Peter e Erick Goldschmidt

 

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Travessia Chile – Argentina 29 de Setembro de 2009

 

Depois de conhecer a região de Puerto Varas, começamos hoje uma nova etapa da viagem. A bordo de um carro, circundamos o lago Llanguihue em direção norte, com destino a Argentina. O lago Llanquihue (lugar escondido) é um típico exemplo da formação dos lagos Andinos. A maioria deles foi formada no final da última era do gelo quando as gigantescas geleiras que ocupavam todo o vale começaram a recuar. Estas grandes massas de gelo haviam escavado o solo criando depressões que foram preenchidas pela água do degelo. Os sedimentos arrastados pela frente do glaciar formaram diques naturais (morenas) que contiveram o fluxo da água formando assim os lagos.

Nossa primeira parada desta travessia foi em Puerto Octay, uma vila que conserva muitas casas do século XIX, quando houve a colonização alemã na região. A cidade não é muito bonita, mas esta encravada em uma baia lindíssima protegida pela península “Centinela”. Vale uma parada para fotos.

 

Optamos por seguir sempre por estradas de terra que margeavam o lago. Isto nos trouxe um problema. Não, não foi a poeira. O problema foi que parávamos a cada 5 minutos para tirar uma foto. O que mais se ouvia no carro era a exclamação: Nossa, veja isto! E dá-lhe fotos.

Depois de Puerto Octay seguimos, ainda por terra até a fronteira com a Argentina através da cidade de Entre Lagos. No caminho, paradas para admirar o maravilhoso lago Rupanco e o rio Rahue onde se criam alevinos de Trutas. Depois, paramos nas Termas de Puyehue nas margens do lago do mesmo nome e nas Termas de Águas Calientes. Durante a viagem pudemos observar o impressionante vulcão Pontiagudo (com seu cume bem característico), além dos vulcões: Cascada e Puyeuhe.

Seguimos em direção à passagem (paso) através dos Andes, com uma vegetação cada vez mais alta e verde. Afinal, quanto mais perto da cordilheira, maior o índice pluviométrico. Cruzamos vários rios, inclusive o rio Gol Gol onde o Erick fez questão de tirar uma foto.

 

Atravessamos pelo paso Cardeal Samoré com apenas 1.308 metros de altitude. Fiquei impressionado com a beleza da travessia, sempre rodeados de altas montanhas, nevados, bosques de Lengas e lagos. A paisagem lembra um pouco as rochosas canadenses. Como estamos viajando no começo da primavera, apesar de muitas árvores verdes, ainda vimos bastante neve ao lado da estrada. Enfim, tudo um beleza.

Começamos a descer os Andes passando (e fotografando) pelos lagos Pire, Espejo e Correntoso. Chegamos à tarde em nossa primeira parada do lado Argentino dos lagos Andinos, a Vila La Angostura, mas vou deixar esta história para amanhã.

 

Peter e Erick Goldschmidt

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De La Angostura a San Martin de los Andes. 30 de Setembro de 2009

 

A Vila La Angostura é uma das belas cidades argentinas que ponteiam esta região. Esta localizada às margens do imenso Lago Nahuel Huapi, um dos maiores da Argentina e também da região. Sua aérea é maior que a da capital do país. A vila tem este nome porque está próxima ao istmo que separa a terra da península de Quetrihue. Suas casas tem uma arquitetura de montanha, todas feitas de madeira. Na rua principal existem lojas para todos os gostos, desde pequenos Cafés até representantes de grandes marcas mundiais. Perto dali, a estação de esqui de Cerro Bayo está aberta o ano inteiro. No inverno para o esqui e no verão como um mirante de toda a região. É uma ótima opção de lazer. O porto próximo à cidade oferece várias excursões lacustres, inclusive ao bosque dos Arrayanes, uma floresta formada por árvores de madeira clara e manchada de branco.

 

De Vila La Angostura seguimos viagem pela famosa rota dos sete lagos. Pegamos a estrada n. 234 em direção norte que corta diversos vales através dos Andes. No caminho visitamos os lagos Correntoso, Espejo, Traful, Villarino, Falkner, Meliquina e Lacar.

Parte da viagem foi feita por estradas de terra, um trecho de 50 quilômetros deste a bifurcação do caminho internacional até as margens do lago Villarino. Este trecho é todo de rípio (pedras redondas tiradas do rio), mas esta sendo preparado para o asfalto. Nele tivemos um pneu furado por uma pedra e recomendamos cuidado. Depois é asfalto até San Martin de los Andes.

 

San Martin é uma cidade encantadora, toda plana e cercada de alta montanha. Uma delas é o cerro Chapelco onde existe uma excelente estação de esqui. A cidade é parecida com Vila La Angostura, com a maioria das casas e comercio feita de madeira, porém muito maior. São cerca de 20 mil habitantes. Em frente da cidade está o lago Lascar, de cor azul forte e cercado de florestas. San Martin de los Andes é uma cidade que oferece opções para o turismo durante o verão e o inverno. Só não procure uma borracharia no Domingo. Impossível. Tentamos de tudo para arrumar o pneu e nada. Nenhuma estava aberta e nenhum borracheiro queria trabalhar. Conhecemos então o Sr. Pedro que nos levou a um borracheiro amigo e quase que o obrigou a nos atender. Este concerto era importante, porque amanhã seguiremos novamente rumo ao Chile por uma estrada de terra e não podemos viajar sem estepe. Segurança acima de tudo. Depois conto como foi. Até Amanhã!

 

Peter e Erick Goldschmidt

 

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Os sete lagos binacionais 01 de outubro de 2009

 

Preciso começar esclarecendo um assunto. Existem duas rotas dos Sete lagos. A primeira delas é na Argentina e compreende a estrada que liga Vila La Angostura a San Martin de los Andes. A segunda rota pode ser chamada de binacional, pois começa na Argentina e termina na costa chilena. Normalmente a fronteira entre Chile e Argentina é determinada pelo divisor de águas, ou seja, os lagos e rios que descem em direção ao oceano Pacífico pertencem ao Chile enquanto os que correm para o Atlântico pertencem a Argentina. No caso do lago Lacar, em San Martin de los Andes acontece uma exceção. Este lago é formado no lado Argentino, mas suas águas correm para Oeste através da Cordilheira dos Andes. Aqui começa a rota internacional dos 7 lagos. As águas atravessam pela passagem de Hua Hum que tem apenas 650 de altitude e formam o lago Pirehueico. Este por sua vez forma o rio Fuy e outros 5 lagos: Neltume, Calafquen, Pellaifa, Panguipulli e Riñihue. Finalmente, depois de tanto viajar, as águas formam o rio Calle Calle, que desce a planície costeira até o Pacífico, próxima a cidade de Valdívia onde terminaremos esta expedição.
A nossa curta estada em San Martin nos causou boa impressão, pois encontramos uma cidade linda, organizada e com ótimas opções de turismo. No inverno o Cerro Chapelco é uma excelente estação de esqui. Durante o verão, apesar de não haver neve é possível praticar esportes de aventura como caminhada, bike, escalada, cavalgada, além de esportes aquáticos no lago em frente a cidade.

 

 

Hoje saímos de San Martin de los Andes, seguindo para o interior da cordilheira. Acompanhamos o contorno do lago Lacar até a passagem de Hua Hum, que devido a sua pouco altitude está aberta durante todo o ano. Depois dos trâmites aduaneiros, seguimos mais alguns quilômetros por território chileno até as margens do lago Pirihueico (lugar de águas e neve, em Mapuche). Embarcamos então em uma balsa que nos levou durante 90 minutos através das águas calmas do lago até Puerto Fuy, do outro lado da cordilheira. Foi uma viagem tranqüila, contemplativa, tendo com paisagem enormes montanhas, bosques de lengas e coyhues, picos nevados e glaciares. No barco havia uma cabine protegida do frio, mas decidimos viajar do lado de fora, sentido o ar puro e rarefeito dos Andes. Durante todo o percurso os auto-falantes do barco tocaram uma seleção suave de músicas que variaram desde Beethoven até clássicos do cinema.

 

Quase chegando ao Porto, fomos surpreendidos pela visão do gigantesco vulcão Mocho-Choshuenco com 2.415 de altura. Resolvemos ver como era a vista lá de cima. Com o apoio do pessoal do hotel Huillo-huillo, subimos em um 4×4 até a nova estação de esqui que está a 1.200 metros de altura. De lá tivemos uma visão privilegiada dos vulcões Lanin (3.747 m), do Quetrupillan (2.009 m) e do Villarica (2.840 m), além de várias outras montanhas da cordilheira dos Andes. Devido a pouca neve que caiu nesta temporada a estação já estava fechada, mas mesmo assim o Erick e eu aproveitamos para descer alguns trechos sentados em tubs, ou seja, um tipo de bóia reforçada. Um barato!

 

Na mesma região aproveitamos e fomos visitar o maravilhoso salto de Huillo-Huillo, um lugar onde estivemos em uma viagem particular 12 anos atrás. É um salto impressionante por várias razões. Primeiro pela sua formação, pois as águas do rio Fuy foram represadas por uma erupção do vulcão Choshuenco. O rio então literalmente escavou um estreito canal através da rocha porosa e com grande pressão formou esta maravilhosa cachoeira. Outro diferencial é a cor da água que tem origem glaciar. Não estou certo se é verde-azulada ou azul-esverdeada. O que possa garantir é que é lindo demais.

De Huillo-huillo seguimos por uma estrada sinuosa pelas margens do lago Panguipulli, sempre com vulcões e montanhas compondo nossa paisagem. Depois de algumas horas chegamos à vila de Coñaripe, onde visitamos uma corrida de lava produzida pelo vulcão Villarica em 1971. A própria cidade foi totalmente destruída em 1964 por uma outra erupção que produziu uma avalanche de água, pedras e gelo. Naquela catástrofe morreram 22 pessoas.

Mas vulcões como o Villarica não produzem somente tragédias, mas disso eu falo amanhã quando chegarmos a nosso próximo destino, a cidade de Pucon.

 

Peter e Erick Goldschmidt

 

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Pucon e o vulcão Villarica 02 de Outubro de 2009

 

Nossa viagem nos trouxe ao norte da região dos lagos Andinos até Pucon, uma simpática cidade as margens do lago Villarica. Pucon tem vocação turística incontestável, atraindo visitantes tanto estrangeiros como do próprio Chile. Durante o verão as diversas praias ao redor do lago o transformam em um lindo balneário. É evidente que águas a 12 graus centígrados não atraem muitos brasileiros, mas funcionam bem para os chilenos. Os nossos conterrâneos chegam aqui por outros motivos, especialmente para praticar esportes de aventura ou esquiar no inverno.

Pucon é dotada de uma natureza privilegiada que inclui a cordilheira dos Andes, glaciares, rios caudalosos, bosques nativos, banhos termais e um belo vulcão. Isto mesmo, dos mais de 2 mil vulcões do Chile, um dos mais incríveis esta aqui, o Villarica. Com 2.840 metros de altitude, este vulcão tem a forma de um cone perfeito e esta presente em quase todas as fotografias que tiramos. Não é só lindo, mas tem uma cratera aberta por onde a fumaça sai constantemente. É impressionante! No verão, uma caminhada de apenas 4 horas leva qualquer pessoa a borda de uma cratera de onde se pode enxergar a lava fervente.

Passamos apenas um dia em Pucon, mas foi o suficiente para visitar alguns dos seus atrativos. Além das encostas do vulcão Villarica, visitamos as Covas Vulcânicas, dutos laterais por onde sai a lava durante a erupções. Depois de uma pequena aula de vulcanologia, descemos por esta caverna por cerca de 500 metros conhecendo formações rochosas e minerais.

 

A cidade de Pucon é muito simpática, com várias construções em madeira, típica de montanha. É tranqüila, com muitas lojas de artesanato e agencias de turismo que fazem passeios locais. A rede hoteleira é muito boa com opções para todos os gostos e orçamentos.

Perto da cidade existem cachoeiras, rios para prática de rafting, várias trilhas para caminhadas e muitos lagos. Um deles é o lago Caburga, cujas águas foram represadas por uma erupção vulcânica. O lago não tem vertedouro aparente, mas dele nasce um rio subterrâneo. Este rio aflora 3 quilômetros abaixo na forma de várias cachoeiras. São os Ojos (olhos) de Caburga, um parque que merece ser visitado.

Uma coisa é certa, independente da atividade que você praticar em Pucon, ela sempre termina da mesma maneira, em uma das dezenas de termas espalhadas pela região. Para nós não foi diferente, terminamos nosso “corrido dia” nas termas de Huife, onde ficamos cozinhando, a 40 graus, até às 10 da noite.

Amanha seguimos para o destino final de nossa viagem, a cidade de Valdivia. Espero vocês por aqui. Grande abraço!

 

Peter e Erick Goldschmidt

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Final da expedição Lagos Andinos 03 de Outubro de 2009

 

Saímos cedo desde Pucon (que cidade linda!) e percorremos os 120 quilômetros que nos separavam de Valdívia.  A viagem foi pela rota 5, a autopista que corta o Chile de norte a sul. Uma maravilha! Pista dupla, asfalto perfeito, boa sinalização e pedágio com preço justo. Esta estrada em conjunto com as estradas vicinais, muito bem cuidadas (tanto as de terra com as pavimentadas), tornam o Chile um pais ideal para as viagens no estilo Fly & Drive, onde os turistas alugam um carro, reservam os hotéis e conhecem o país por conta própria.

Valdívia é uma cidade histórica. Ela foi uma base importante na colonização do sul do país e um enclave dentro das terras ocupadas pelo Mapuches, o povo nativo desta região. Mas não foi por isto que a cidade ficou conhecida mundialmente. Em 22 de maio de 1960, um grande terremoto atingiu a região, destruindo boa parte das casas e edifícios. Em seguida, três vulcões próximos entraram em erupção e um tsunami com ondas de 12 metros de altura subiu o rio Calle-calle e destruiu o que ainda estava em pé. Este foi o maior terremoto já registrado pela humanidade e atingiu 9,4 na escala Richter. Valdívia ficou arrasada e houve centenas de mortes.

A cidade, no entanto, ressurgiu das cinzas e hoje é um centro universitário de excelência, além de um importante pólo turístico do sul do país. Um simpático mercado de frutos do mar funciona diariamente às margens do rio e atrai muitos visitantes. É uma grande oportunidade para se conhecer a fauna marinha da costa do Pacífico. Além dos peixes e frutos do mar, pode-se observar a margem do rio muitos lobos marinhos, cormoranes e pelicanos que vem se alimentar das sobras do mercado. Eles são assíduos visitantes deste verdadeiro restaurante ao ar livre. Do porto, próximo ao mercado, saem diariamente barcos turísticos que visita os antigos fortes espanhóis e as cidades costeiras de Niebla e Corral.

 

Decidimos encerrar nossa expedição em Valdivia porque as águas de muitos lagos que visitamos deságuam no rio Calle-calle em seu caminho para o Pacífico. Aqui também termina a rota dos Sete Lagos internacionais, que começa no lago Lacar em San Martin de Los Andes na Argentina e atravessa a cordilheira.

Nossa viagem foi curta, porém bastante intensa. Conhecemos lugares lindos, cenários cinematográficos e vivemos muitas aventuras. Nem tudo o que vimos pudemos mencionar neste diário, devido à limitação de tempo e espaço. Prometo que em breve faremos reportagens especificas sobre cada um destes destinos.
Viajamos cerca de mil quilômetros, uma boa parte dele trafegando por estradas de terra, todas elas muito bem conservadas. Durante a viagem margeamos 18 grandes lagos: Llanguihue, Todos los Santos, Rupanco, Puyehue, Espejo, Nahuel Huapi, Correntoso, Traful, Villarino, Falkner, Meliquina, Lacar, Pirihueico, Neltume, Panguipullim, Calafquen, Villarica e Caburga.

Avistamos os vulcões Osorno, Cabulco, Pontiagudo, Puyuhue, Casa Blanca, Tronador, Choshuenco, Lanin, Villarica, Llaima e Quetropillan.

Passamos pelas cidades de Puerto Montt, Puerto Varas, Peulla, Frutillar, Puerto Octay, Entre Rios, Villa la Angostura, San Martin de los Andes, Panguipulli, Coñaripe, Villarica, Pucon e Valdívia.

 

Quero aproveitar para agradecer o André Pereira da TGK que foi nosso companheiro nesta viagem. Sem ele esta expedição seria mais difícil e certamente menos divertida. Obrigadão André!

Espero que em breve vocês possam fazer esta viagem e conhecer por vocês mesmo esta região do Chile tão maravilhosa.

 

Peter e Erick Goldschmidt.

 

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